Médica suspeita em esquema de R$ 27 milhões na compra de livros paga fiança e deixa prisão com tornozeleira

  • 19/07/2026
(Foto: Reprodução)
Olívia Paroschi Jafar é uma das investigadas na Operação Gutenberg. Redes sociais A médica Olívia Paroschi Jafar, deixou a prisão nesse sábado (18), após pagamento de fiança. Ela estava presa há mais de 10 dias e é suspeita de participação em esquema de fraudou R$27 milhões na compra de livros em Mato Grosso do Sul. A informação da liberdade de Olívia foi confirmada pelo g1 com a defesa da médica, que não informou o valor da fiança. De acordo com a advogada Estella Bauermeister, a Justiça determinou que Olívia faça uso de tornozeleira eletrônica. A médica deve se apresentar à Justiça sempre que solicitado e está proibida de se comunicar com familiares presos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A operação Gutenberg, que prendeu Olívia, também cumpriu mandados de prisão contra sua mãe, Rossana Paroschi Jafar, e seus dois irmãos, Felipe Paroschi Jafar e Giovanni Paroschi Jafar. Os três ainda seguem presos. Além da família, foram são investigados: Rhayane Souza Fanaia, ex-nora de Rossana; Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar; Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador de regulação de MS; Francisco Anizio dos Santos; Matheus Oliveira Peixoto; Paulo Rogério de Melo, empresário; Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo; Gabriel Taquino de Paula; Jessyca Duarte Burgatt, filha de Ed Carlo Britto Burgatt, que já deixou a prisão; Joatan Gomes Peixoto, também com liberdade concedida e uso de tornozeleira; Geancarlo Leal de Freitas, servidor público também solto. Heyder Bartz, o único entre os alvos de mandado de prisão que está foragido. Heyder Bartz é apontado pelo Gaeco como um dos chefes da suposta organização. Saúde de MS como 'moeda de troca' Família Paroschi Jafar, suspeita de esquema em Campo Grande. Redes sociais/Reprodução A Operação Gutenberg, deflagrada em 7 de julho de 2026 pelo Gaeco, investiga uma organização criminosa que utilizava a regulação de vagas do SUS como "moeda de troca" para forçar prefeituras a comprar livros paradidáticos. O esquema, classificado pelo MP como "repugnante", é suspeito de condicionar o acesso da população a exames, cirurgias e leitos hospitalares à assinatura de contratos com a Editora Avante, movimentando cerca de R$ 27 milhões em recursos públicos entre 2022 e 2024. As investigações revelaram que o grupo interferia diretamente nos setores de compras das prefeituras, oferecendo um "manual" com o passo a passo para burlar licitações. Esse material incluía orientações desde a elaboração de estudos técnicos preliminares até a emissão de pareceres jurídicos e notas fiscais, permitindo que a empresa direcionasse as contratações por inexigibilidade de licitação. 🔎 O grupo é apontado como uma sucessão familiar do esquema investigado anteriormente na Operação Lama Asfáltica, mantendo modelos similares de atuação sob o comando de Rossana Paroschi Jafar. O núcleo do esquema contava com a participação decisiva de Ed Carlo Britto Burgatt, então coordenador de regulação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), que usava seu cargo para privilegiar ou punir municípios conforme o interesse da editora. Operação Gutenberg Veja videos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/07/19/medica-suspeita-em-esquema-de-r-27-milhoes-na-compra-de-livros-paga-fianca-e-deixa-prisao-com-tornozeleira.ghtml


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